Unidades de Conservação (UC)

De: Secretaria de Desenvolvimento Sustentável
Criado: 20 de novembro de 2013

Parque Natural Municipal Morro da Manteigueira

O Parque Natural Municipal Morro da Manteigueira foi criado através da Lei Municipal Nº 4105 de 13 de novembro de 1993, e apresenta área de 168,30 hectares. Ele está localizado no bairro Glória, às margens do canal da baía de Vitória, na foz do rio Aribiri. Destaca-se  o morro da Manteigueira onde, no início do século XX, existia uma casa com a arquitetura semelhante a uma manteigueira, dando origem ao nome atual do Parque.

O Parque abriga fragmentos da Mata Atlântica, em estágios inicial, médio e avançado de regeneração, tais como, o brejo herbáceo e o manguezal na foz do rio Aribiri. Apesar de estar localizado em uma área urbana, abriga rica e variada fauna.

A vegetação pode ser herbácea ou arbustiva, com ocorrência de árvores nas fendas das rochas com altura de até 5-6 metros, sendo comum a ocorrência de Pita (Fourcroya gigantea), Gravatá (Vriesea marítima), Cactos (Pilosocereus arrabidae, Cereus fernambucensis, Coleocephaloscereus fluminensis), Quaresmeira (Tibouchina), Capim gordura (Melinis minutiflora), aroeira (Schinus terebintifolius), entre outras.

Na fauna do manguezal podem ser encontrados o caranguejo Uçá (Ucides cordatus), o Guaiamum (Cardisoma guanhumi), o siri (Callinectes spp.), Chama maré (Uca spp.) e o Aratu (Goniopsis cruentata), mas devido à elevada carga de esgotos despejada pelo rio Aribiri, esse ambiente fica bastante prejudicado.

Em relação aos répteis já foram observados lagartos e serpentes. A espécie mais observada é o calango (Tropidurus torquatus), que pode ser facilmente encontrado sob rochas em dias de sol, assom como o Teiú (Tupinambis teguixin), que devido ao seu grande tamanho, é um animal muito procurado por caçadores. A maior parte das serpentes são inofensivas como a Jibóia (Boa constrictor), a cobra d’água (Liophis miliares) e a cobra verde (Philodryas olfersii), somente duas serpentes são venenosas, a preguiçosa (Botrhops jararaca) e a coral (Micrurus corallinus).

As aves constituem o grupo de vertebrados mais notável e mais diversificado na área do Parque, nas áreas de vegetação arbustiva podemos encontrar o Bem-te-vi (Pitangus sulphuratus), a rolinha (Columbina talpacoti), o anu-preto (Crotophaga ani), a coruja buraqueira (Atheni cunicularia), o pica-pau (Colaptes campestres), entre outros. Nos trechos de capoeira, além das aves já citadas, também podem ser encontradas a Jacupemba (Penelope superciliares), a Juriti (Leptotila sp.), o Carcará (Polyborus plancus), o beija-flor (Amazilia fimbriata), o Sanhaço (Thraupis sayaca), e o Trinca-ferro (Saltator similis). A espécie mais abundante que faz ninho na área do Parque é o Urubu (Coragyps stratus).

Os mamíferos estão representados por poucas espécies de pequeno e médio porte, entre elas está o sagüi-da-cara-branca (Callitrix geoffroyi), que é uma espécie endêmica, ou seja, ocorre somente no estado do Espírito Santo, sul da Bahia e leste de Minas Gerais. Devido a restrição de fragmentos florestais, está espécie está ameaçada e ao sair em busca de alimento nas áreas urbanas, está sujeito a atropelamentos e doenças comuns entre seres humanos e primatas. Além disso, a alimentação oferecida pelos moradores do entorno pode causar doenças ou subnutrição.

O Parque possui sede administrativa e trilhas monitoradas pela educação ambiental. As visitas serão acompanhadas por monitores que ficarão responsáveis pela caminhada em trilhas e pelas atividades ambientais com duração de uma (1) hora e meia (30).

O Parque funciona de segunda a sexta, das 8h às 17h. Agendamento de visitas por meio do telefone 3142 7271.  

Confira o Plano de Manejo do Parque Natural Municipal do Morro da Manteigueira

Parque Natural Municipal de Jacarenema

Criado pelo Decreto Nº 033/03 e ratificado pelo Decreto Nº 026/08, o parque tem uma área de 346,27 há e fica localizado na zona costeira do bairro Barra do Jucu. A área do Parque compreende a Praia da Barrinha, o costão rochoso do Morro da Concha, o manguezal na foz do Rio Jucu, diferentes formações de vegetação de restinga e vegetação ciliar às margens do rio Jucu, formando um mosaico paisagístico atraente e de fundamental importância ecológica.

Apesar das ações predatórias ocorridas nos últimos anos, a área ainda possui características privilegiadas pela sua geografia, contemplando remanescentes de restinga que, no passado, cobriam toda a extensão do litoral capixaba. Abriga amostras significativas da fauna regional, englobando a vida animal do mangue, aves e mamíferos de médio porte.

Em virtude da proximidade das Ilhas de Itaparica e Itatiaia com a foz do rio Jucu, essa região tornou-se o local adequado à reprodução de garças e andorinhas do mar, além de constituir em fonte de alimento para os bandos e seus filhotes.

Em função da tendência ao endemismo animal e vegetal e por contemplar uma área representativa de restinga, uma extensão significativa da área do Parque é identificada como Área de Preservação Permanente (APP). Tal atributo em conjunto à beleza cênica do Parque, marcada pelo encontro do rio com o mar, se torna um local propício à implantação de um pólo de integração homem-natureza, como um atrativo para o desenvolvimento do turismo ecológico e da educação ambiental, dentro de uma perspectiva preservacionista.

Dentre as espécies vegetais encontradas na área do Parque destacam-se: Schinus terebinthifolius (aroeira), Protium icicariba (almescla), Eugenia uniflora (pitanga), Psidium guineense (araçá da praia), Aechmea sp (bromélia). Quanto à fauna, os registros de avifauna para a área de Jacarenema indicaram quatro espécies endêmicas da Mata Atlântica (Leucopternis lacernulata, Brotogeris tirica, Thamnophilus ambigus e Tangara cyanoventris), ocorrendo ainda espécies da mastofauna (Lontra longicaudis) e endêmica da Mata Atlântica (Callithrix geoffroyi).

Confira o Plano de Manejo do Parque Natural Municipal de Jacarenema

Monumento Natural Morro do Penedo

Localizado às margens do canal da baía de Vitória, na foz do rio Aribiri o monumento foi criado pelo Decreto Nº 071/07 e regulamentado pela Lei Nº 4.930/2010. Em uma área de 187.888,97 m², consiste de um maciço rochoso litorâneo de extrema beleza, de formação granítica e gnáissica e a cobertura vegetal trata-se de um remanescente de Mata Atlântica. O Morro apresenta em torno de 132 metros de altitude e relevo forte ondulado e escarpado, consistindo em um monumento natural de referência turística e cultural para todo o Estado do Espírito Santo.

Quantos aos aspectos naturais, a formação rochosa do Morro do Penedo é composta por vegetação remanescente de Mata Atlântica, bioma que se localiza sobre a imensa cadeia montanhosa litorânea que ocorre do oceano Atlântico, reside nas Serras do Mar e da Mantiqueira, abarcando os Estados de São Paulo, Minas Gerais, Rio de Janeiro e Espírito Santo (RIZZINI, 1997). O mesmo autor cita o termo Scrub para essas formações vegetacionais de Mata Atlântica que se apresentam sempre verdes em manchas dispersas e ocorrem nas rochas da orla marítima.

Confira o Plano de Manejo do Monumento Natural do Morro do Penedo

Lagoa Grande



A lagoa fica localizada na Ponta da Fruta e consiste em uma área natural muito utilizada pela comunidade local e por visitantes para atividades recreativas. Trata-se de uma lagoa costeira formada por avanços e recuos do nível do mar (regressão e transgressão marinha), que abriga espécies de moluscos, crustáceos, peixes e outras espécies animais e vegetais que se desenvolvem na área.
A PMVV contratou uma empresa para realizar o diagnóstico ambiental da área objetivando estabelecer a categoria de Unidade de Conservação a ser instituída.

Confira o Plano de Manejo da Unidade de Conservação APA de Lagoa Grande