Cramvive recebe doações do Ministério Público do Trabalho

De: Secretaria de Assistência Social
Texto: Rovena Cruz| Foto: Gilberto Medeiros
Criado: 24 de outubro de 2018
Atualmente, o Centro de Referência no Atendimento Especializado à Mulher em Situação de Violência Doméstica de Vila Velha (Cramvive) possui 200 mulheres sendo acompanhadas.

O atendimento ganhou um reforço a partir desta terça- feira (23). O Centro recebeu a doação de um veículo por parte do Ministério Público do Trabalho (MPT). O local também foi contemplado com mesa de reunião, cadeiras, computadores, garrafas de café, cafeteira, TV, DVD, data show, HD externo, aparelho de telefone sem fio, cadeira longarina de quatro lugares, livros infantis, DVDs infantis e brinquedos.

O prefeito Max Filho agradeceu as doações. “Temos muitas demandas na área de assistência social e contar com instituições de peso como MPT soma para continuar nosso trabalho. Essa é mais um benefício que vem da parceria como o MPT, como já ocorreu com a Revive e a reforma e ampliação da Unidade de Saúde de Araçás”.

A procuradora do Trabalho Keley Kristiane Vago Cristo destacou que as doações são decorrentes de mecanismo de reversão de eventuais multas aplicadas pelo órgão em compensação na melhoria dos serviços públicos. “Conheci o trabalho do Cramvive numa palestra. Procurei a secretária Ana Cláudia e pudemos trazer esse investimento para o município. O trabalho nos inspira, é muito bonito”.   

Essa foi a primeira parte da doação. Está prevista a oferta de um curso profissionalizante para as mulheres atendidas.

Balanço

A Secretaria Municipal de Assistência Social (Semas) registra que a maioria das mulheres atendidas pelo Cramvive são solteiras, mas possuem um relacionamento. Elas têm entre 36 e 45 anos, com Ensino Médio completo, são negras e pardas, autônomas e sofrem mais violência psicológica e emocional, dentro de casa, no horário noturno e por motivo de ciúme por parte dos  companheiros.

A maioria dos casos chegam por meio de encaminhamento da Delegacia da Mulher. “A maior incidência de denúncias vem das regiões 1 e 3, mas isso não significa que são as mulheres mais agredidas e sim as que têm maior grau de conhecimento das ferramentas para denunciar e procurar ajuda”, explicou a secretária Ana Claúdia Simões.

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