Vila Velha utiliza método inovador na auditoria das contas municipais

De: Secretaria de Controle e Transparência
Texto: Vandique Magalhães| Foto: Felix Falcão
Criado: 26 de setembro de 2018
Vila Velha inova na análise das contas do município. Para isso, o Plano Anual de Auditoria Interna está sendo desenvolvido a partir de uma matriz de risco construída em conjunto com os gestores de cada pasta e a equipe de auditoria interna da Secretaria Municipal de Controle e Transparência (Semcont), contendo os pontos de controle sugeridos pelo Tribunal de Contas do Estado que merecem maior atenção sob o ponto de vista da gestão municipal.

Além disso, como critério de seleção amostral, é priorizada a utilização da Lei Matemática de Newcomb-Benford (NB-Lei). Depois de testes e pesquisas sobre o tema, o secretário da Semcont, André Abreu de Almeida, decidiu colocar em prática entre os auditores internos o método matemático na análise das contas municipais.

O método da NB-Lei é considerado eficaz na identificação de possíveis desvios, já que apresenta um cálculo de probabilidade, com valor específico, para cada dígito, de 1 a 9. Assim, a probabilidade de ocorrer o primeiro dígito 1 é maior que a probabilidade de ocorrer o primeiro dígito 2, que é maior, por sua vez, do que a probabilidade de ocorrer o primeiro dígito 3, e assim sucessivamente.

Por isso, caso haja grande variação na probabilidade de ocorrência dos primeiros dígitos, segundo o comportamento dos números esperado pela aplicação da NB-Lei, pode haver um indicativo de que determinado item mereça uma análise mais detalhada por parte da auditoria interna.

“A aplicação da matriz de risco e da lei ‘Newcomb-Benford’ coloca o município na vanguarda das técnicas de auditoria e controle interno”, avaliou André Abreu de Almeida. “O melhor é que isso não onerou os cofres municipais com a contratação de consultorias, por exemplo”, destacou o subsecretário da Semcont, Felipe Maia Lyrio, ao justificar que as ferramentas foram desenvolvidas internamente.

“Estamos focados no que é mais importante. Com isso, eliminamos desperdício de tempo, de recursos humanos e tecnológicos”, explica o coordenador de Auditoria Interna da Semcont, Marlon Turial Lamas, sob alegação de que antes a metodologia era aleatória. E continuou: “Agora, há um critério objetivo e preciso. E ainda por cima é impessoal”.

A metodologia também é aplicada pelo Tribunal de Contas da União (TCU). A análise e verificação dos atos e registros contábeis, orçamentários, financeiros, operacionais e patrimoniais, a adequação dos controles internos, entre outros temas, estão sob análise permanente da Semcont.


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