Voando alto como condor

De: Secretaria de Governo
Texto: Siqueira Júnior| Foto: Pedro Lodi
Criado: 27 de março de 2017

Dona de um sorriso franco e espontâneo! Estas são as primeiras impressões que se tem de Joselina da Penha Coutinho (Jose), 37 anos, analista de Gestão Pública da Controladoria da Prefeitura Municipal de Vila Velha, pessoa com deficiência que foi aprovada em 2008, no concurso público para auxiliar administrativo. 

Em 2014, após concluir o curso de Ciências Contábeis na Fundação Instituto Capixaba de Pesquisas em Contabilidade, Economia e Finanças (FUCAPE), foi aprovada em 8º lugar geral, no concurso para a Controladoria Municipal, para Analista de Gestão Pública, cargo de nível superior. 

Mas ela não pensa em parar de estudar. Em seus projetos futuros, pretende reabrir a matrícula que teve que trancar no curso de pós-graduação em Contabilidade Pública. 

Acessibilidade no prédio da prefeitura
Segundo Jose, a acessibilidade no prédio da Prefeitura onde trabalha, em Coqueiral de Itaparica, é bem melhor que o prédio da Avenida Champagnat, seu antigo local de trabalho. “Lá não havia rampa, só escada para acesso ao segundo piso. E isto me limitava a utilização do banheiro, que ficava no segundo andar. O banheiro que eu utilizava, no primeiro andar, sempre estava ocupado, por ser o único”, recordou.  

Jose aponta que as condições podem ser ainda melhores na sede da prefeitura. “No meu local de trabalho, próximo à minha mesa, tem um sobressalto que atrapalha um pouco a circulação e segurança ao andar”. Ela também disse que, quando a equipe de limpeza passa cera no piso das rampas de acesso pela manhã, fica escorregadio para a circulação de pessoas com deficiência, idosos e pessoas com mobilidade reduzida. 

Fonte de inspiração    
Jose conta que a sua deficiência é consequente de um erro médico ao nascer. “Faltou oxigênio no cérebro e isto lesionou o lado esquerdo, parte dedicada à fala e à coordenação motora. Mas isso não me impede de levar uma vida saudável. Tirando a minha mobilidade reduzida, encaro os desafios do dia-a-dia com coragem e determinação”, afirmou.

Ela disse que a perseverança sempre foi uma das suas condições para atingir os seus objetivos. “Quando criança eu convivia com vários animais. Mas um em especial sempre me chamava à atenção. Era o urubu, que não é um animal doméstico. Na realidade, o que me chamava à atenção era o seu voar alto e livre. Ele sempre me passou a sensação de liberdade por voar sem bater asas, planando. Quando cresci, descobri que tem uma ave maior, o condor. E hoje o tenho como a minha grande inspiração para a realização de um sonho: pular de paraquedas para vivenciar a sensação de liberdade, sem limites”, completou.

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